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Set 08
As corridas com touros de morte regressaram a Barrancos, como é habitual todos os anos, nas tradicionais festas de Agosto, que arrancam quinta-feira e se prolongam-se até domingo, levando milhares de visitantes à vila alentejana.
As festas, em honra de Nossa Senhora da Conceição, padroeira daquela vila do distrito de Beja, situada na raia com a Andaluzia espanhola, começam com as celebrações religiosas, quinta-feira, mas o auge da «fêra» acontece nos três dias seguintes, com as corridas de touros. Sem a pressão dos anos de polémica e com as lides de morte legalizadas desde 2002.
Naquela que é a oitava edição das festas de Agosto com as lides de morte legalizadas, depois da entrada em vigor do regime de excepção criado para Barrancos, a vila já não recebe as enchentes de outros tempos.
Quando as touradas de Barrancos estiveram envolvidas em polémica, com os protestos das associações de defesa dos animais a soarem bem alto, de 1998 até 2002, Barrancos, terra com cerca de dois mil habitantes, chegou a receber 20 mil visitantes, nos quatro dias das festividades.
Na quinta-feira, o primeiro dia das festas, em que decorreram as celebrações em honra de Nossa Senhora da Conceição, já a música se faz ouvir quase até ao raiar do Sol.
Além das touradas, todos se entretêm com as actuações musicais, os bailes e os petiscos, nos quais marcar presença, a partir de sábado, a carne de touro com tomate, depois dos primeiros dois toiros mortos e das respectivas autorizações sanitárias.
Depois do baile no Quintalão, segue-se directamente para o "encerro", em que os touros são conduzidos, pelas ruas, até entrarem na praça e acederem aos curros que ficam no "tabuado".
Este ano a Câmara Municipal contratou uma equipa médica para as festas, para garantir cuidados de saúde em permanência, a «assistência médica regular é deficitária» em Barrancos, que conta apenas com «médico dia sim, dia não», diz-nos o presidente António Tereno, para isso o município contratou uma equipa médica para os dias das festas, de forma a garantir «cuidados de saúde em condições para toda a gente».
Para este ano a comissão de festas apostou novamente em trazer toureiros portugueses ao contrário do era habitual com cartéis compostos só por novilheiros espanhóis.
Esta é uma excelente oportunidade de Novilheiros e Matadores portugueses lidarem e matarem o toiro em território nacional.
Estavam assim anunciados para o dia 29, Nuno Velásquez e Miguel Murillo, no dia 30, Javier Solis e Ambel Posada, para dia 31 e como manda a tradição um novilho para João Augusto Moura e uma vaca para o publico se divertir. O curro pertenceu à ganadaria Murteira Grave que deu um bom jogo, cumpriram no geral.
 
No 1º espectáculo, entrou Nuno Velásquez, na improvisada praça de touros que anualmente, por ocasião das festas, é erguida na Praça da Liberdade, no centro da vila. Velasquez recebeu com o capote um toiro bem apresentado e colaborador. Na muleta o diestro teve muito bem executando bons passes. A estocada final foi realizada à segunda tentativa, condicionando deste modo o resultado final, ainda assim uma orelha pelo seu desempenho.
Miguel Murillo apresentou-se em Barrancos para triunfar, recebeu bem com capote outro toiro de características idênticas ao anterior, com verónicas, depois cravou dois pares de bandarilhas regulares. De muleta teve bem, com passes ligados concretizando uma lide boa, mas na hora de mal não esteve acertado, recolheu só ovação pelo público.
 

No segundo dia de "fêra", estava reservada a pior lide, a cargo de Javier Solis, um toureiro espanhol que pouco fez perante um toiro de investida curta. Começou muito discreto com o capote e pior ainda com a muleta, toureando com alguma dificuldade e sem emoção, chegando a criar um clima atípico em Barrancos, levando "bronca" no final.
Para Ambel Posada calhou-lhe um toiro profundamente colaborador. Posada com o capote recebeu-o com verónicas e arrancando muitos aplausos das bancadas. De seguida cravaram-se dois pares de bandarilhas sendo o segundo o vencedor do prémio de melhor par de bandarilhas. Na muleta esteve bem e obteve passes de excelente qualidade, com confiança e apresso numa lide fantástica e repleta de emoção, rubricando de seguida a estocada final, como mandam as regras. O resultado final foi de 2 orelhas.
 
                                                 
 
 
 
O terceiro dia dos festejos foi marcado pela lide a solo de João Augusto Moura, mais uma vez tinha como oponente um excelente exemplar de investida e nobreza. João Augusto não se fez rogado e à semelhança dos seus colegas triunfadores dos dias anteriores, obteve uma fantástica lide, cheia de emoção e marcada por pormenores de classe superior. Com o capote teve muito bem e com a muleta melhor ainda com sequências de passes pela direitas seguidos de passes pela esquerda. A estocada foi à segunda tentativa, o que condicionou o resultado final e o eventual triunfo na feira, ainda assim obteve um orelha.
Abrilhantou todos os espectáculos a centenária Banda Filarmónica Fim de Século de Barrancos.

 

 

 

Esta crónica foi retirada do site www.tourobravo.com, não foi aqui inserida por eu ter falta de vontade para escrever mas sim porque gostei bastante quando a li, e espero que voces tambem gostem. 

publicado por Teddy69 às 15:33

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