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Jun 08

 

 
  Barrancos passa a contar com viatura de combate a incêndios urbanos.

A primeira viatura de combate a incêndios urbanos dos bombeiros de Barrancos, com oito anos, 50 mil quilómetros e retirada de uso em Espanha, foi doada por colegas espanhóis e já está no quartel alentejano pronta para actuar.
Além da viatura, a oferta do Consórcio de Bombeiros da Província de Huelva, na região de Andaluzia, incluiu ainda 15 fatos para combater incêndios, também em segunda-mão, e material de desencarceramento, disse à agência Lusa o comandante da corporação de Barrancos, António Segão.
“A cavalo dado não se olha ao dente e aceitámos a oferta muito agradecidos”, disse o comandante, frisando tratar-se de uma viatura, fatos e de material que os bombeiros de Barrancos “muito dificilmente” poderiam adquirir, por “falta de recursos financeiros”.
A viatura de combate a incêndios urbanos e salvamento, que “nova custaria cerca de 100 mil euros”, foi doada porque “deixou de ser usada” em Espanha, após o Consórcio de Bombeiros de Huelva ter renovado a frota das suas corporações de bombeiros, disse António Segão.
“Apesar da idade e da rodagem, a viatura está em boas condições para continuar operacional”, regozijou-se o comandante, explicando que os bombeiros espanhóis são obrigados a deixar de usar viaturas e materiais que ultrapassam os prazos limites de uso definidos pela legislação de protecção civil e “independentemente das vezes que foram usadas e do estado de conservação”.
“Se não tivesse sido doada, a viatura, muito provavelmente, seria vendida a particulares”, admitiu o comandante, acrescentando que “atrás da viatura” vieram 15 fatos completos de combate a incêndios, que já tinham ultrapassado os cinco anos de validade definidos em Espanha e, por isso, “deixaram de ser usados e foram doados”.
“São fatos em segunda-mão, mas estão impecáveis”, garantiu, explicando que os 15 equipamentos “custariam 10.500 euros, se fossem comprados novos em Portugal”.
Já o material de desencarceramento inclui um grupo energético (motor a óleo), uma tesoura e um tensor, ferramentas usadas para cortar chapas de automóveis e, desta forma, poder retirar vítimas encarceradas após acidentes de viação.
Com a “nova” viatura, os fatos e o material de desencarceramento, os bombeiros de Barrancos conseguiram “aliviar algumas das carências materiais” e vão poder “melhorar a capacidade de resposta para combater incêndios e socorrer vítimas encarceradas em acidentes de viação”.
A oferta espanhola surgiu através de um acordo de cooperação assinado entre o Consórcio de Bombeiros da Província de Huelva e a corporação de Barrancos, em Abril de 2007.
O acordo foi celebrado após os bombeiros de Barrancos terem ajudado “muitas vezes” colegas espanhóis e prestado serviços em operações de combate a incêndios no lado espanhol, sobretudo na zona de fronteira e no município raiano de Encinasola, situado a seis quilómetros da vila portuguesa.
Por outro lado, desde a assinatura do acordo, que o combate a incêndios na zona de fronteira até ao termo do município de Encinasola é responsabilidade dos bombeiros de Barrancos, que estão mais perto que a corporação de bombeiros espanhola mais próxima, situada a 70 quilómetros, no município de Jabugo (Huelva), justificou António Segão.

 
publicado por Teddy69 às 11:17

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